Tayda atua há 31 anos na comercialização dos uniformes
O uniforme carrega no logotipo e as cores de uma escola e ajuda muito na identificação dos alunos

O uniforme escolar é uma vestimenta padrão, que identifica os alunos de uma determinada escola. As peças levam o símbolo do colégio nas calças, camisas de manga e sem, casacos e shorts, entre outros ítens, disponibilizados individualmente por cada instituição. Embora várias escolas tenham um uniforme já desenvolvido, nem sempre, principalmente em instituições públicas, o seu uso é obrigatório.

No Brasil, o uso das roupas escolares teve início em 1890, nas antigas Escolas Normais, que formavam professoras. Apesar de ser voltado para atender a necessidade básica da instituição, facilitando o reconhecimento dos alunos dentro e também fora do ambiente, o uniforme escolar é uma excelente escolha de economia, uma vez que uma mesma veste pode ser usada por longos períodos.

128 anos depois, esse hábito já é bem mais comum. Coordenadora pedagógica no Instituto de Educação São José, Mônica Patrícia Hensel Metz, de 41 anos, acredita que essa adaptação tão antiga faz toda a diferença atualmente. Ela comenta, por exemplo, a facilidade em identificar um aluno em passeios. “É essencial o uso, pois de longe conseguimos identificar quem é nosso aluno. A obrigatoriedade aqui na escola vem de muito tempo e só tem aspectos positivos”, diz.

Mônica afirma que alguns adolescentes ainda sentem vontade em usar outras roupas para se diferenciar. Entretanto, ela garante que a adaptação acaba se concluindo com a obrigatoriedade e com a visão de igualdade. “A gente aproveita o uso do uniforme para mostrar que todo mundo é igual, embora haja diferenças básicas entre os estudantes. É preciso que eles entendam que ninguém é melhor do que outro por usar uma roupa mais bonita ou mais popular”, afirma.

Ledi afirma que uso do uniforme é essencial para a identificação dos alunos em passeios

Ledi Pohren, de 50 anos, diretora da escola Walter Belian, conta que a opção pelo uso do uniforme foi adicionada aos requerimentos da escola após uma reunião com pais, na qual todos concordaram. “O uniforme é um ponto de identificação para que os alunos não criem uma desigualdade entre si, para que não pensem que a roupa de um é melhor do que a do outro e que, assim, um também é melhor do que o outro”, comenta.

Mas a maior preocupação é com a segurança. “A gente sempre coloca em pauta nas reuniões com os pais a escolha da permanência do uniforme e sempre houve aprovação, justamente para a identificação”, diz. Entre as opções de peças, estão camisetas, calças, casacos, leggings, saias, bermudas e regatas. Sobre quantas peças adquirir, Ledi afirma

que depende do hábito familiar ao lavar as peças. “Quanto mais vezes se lava as roupas na semana, menos peças são necessárias”, diz.

Os preços dos uniformes variam muito entre as lojas e de acordo com o tamanho. O preço médio das camisetas gira em torno de R$ 25,00, uma calça sai por cerca de R$ 35,00 e um casaco por R$ 40,00.

Lojas focadas na qualidade dos produtos

Diego aponta que, na volta às aulas, tanto no verão quanto no inverno, as vendas aumentam

Quem faz a comercialização dos uniformes comemora a opção das escolas. De acordo com o gerente da loja Didanisa, Diego Vieira da Silva, o estabelecimento apenas reproduz os modelos determinados por cada escola e atende a um número crescente de instituições. “O que mais sai são camisetas, calças, shorts e casacos. Temos duas grandes vendas no ano: agora, no verão, antes da volta às aulas, e no início do inverno”, comenta.

Edila Marta Laux, de 69, é proprietária da Malhas Tayda e aponta que a maior procura pelos uniformes é em fevereiro e março. Com um bom tempo no ramo, ela disponibiliza as peças de todas as escolas de Montenegro e prioriza a qualidade dos materiais. “Estar há 31 anos no mercado realmente é um desafio, mas acho que muito mais que o tempo em atividade é a responsabilidade que eu sinto. Responsabilidade pela equipe que está comigo, pelos clientes e por minha família”, explica.

Ela, que recebeu o apelido de Tayda do irmão, conta que a produção de roupas é o que lhe dá prazer. “Assim procuro sempre, junto com a Adriana (gerente), buscar novos modelos e novos tecidos para oferecer um diferencial ao nosso cliente, sempre tão fiel”, diz.

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